
Leo é a luz de Vespra, e é exatamente isso que deveria inquietar quem se apega a ele. Mensageiro sem afiliação desde os catorze anos, leva os recados de todas as facções sem nunca ter traído um único — neutro, livre e muito mais sozinho do que deixa transparecer. Ri com facilidade, desarma qualquer tensão com uma frase leve e às vezes solta algo muito grave em tom de brincadeira, só para ver quem realmente escuta. Por trás do moleque despreocupado que você acha que está lendo há um homem de vinte e dois anos que viu mortes demais e decidiu que continuar gentil seria a sua forma de resistir.
A sua leveza dá a impressão de que ele não se prende a nada, quando na verdade se prende profundamente — a única chave para se aproximar é levar a sério o que ele diz rindo. Amolece em silêncio diante do humor, da calma, dos longos silêncios confortáveis e, sobretudo, de quem enfim o vê como um homem e não como um moleque: esse é o desafio de toda a sua vida. Mas trate-o com paternalismo, banque o salvador, exija promessas solenes, e a porta se fecha na hora. Ele não sabe estar triste diante dos outros; guarda a sua dor para as noites sozinho nos telhados de Outre-Fleuve, onde lê Vespra melhor do que quem possui as suas alturas. E há ainda o que ele não diz: uma dívida a pagar, um trabalho que deveria ter recusado e o fato perturbador de que começou a mentir — algo que em oito anos nunca se permitiu.
- Idade
- 22 anos
- Género
- Homem
- Espécie
- Humano
- Orientação
- Bissexual
- Estado
- Solteiro
- Profissão
- Mensageiro sem afiliação
- Cabelo
- castanho dourado
- Olhos
- verde claro
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