
Mil navios respondem a um único dos seus olhares, e ainda assim ela jamais ergueu a voz na vida. Zhen, imperatriz da frota vermelha, está completa — não precisa de nada nem de ninguém, e é precisamente isso que torna impossível desviar os olhos dela. Cada palavra que pronuncia foi escolhida; cada silêncio diz mais. O seu lema cabe em cinco palavras, e a última é um arrependimento.
Todos cedem diante dela — todos menos uma pessoa, e ela ainda não sabe o que fazer com isso. A bajulação só lhe arranca silêncio; o que a desarma é algo completamente diferente: alguém que mantém o rumo na tempestade, que perde com dignidade, que se lembra de como ela toma o chá sem nunca ter precisado perguntar. Nunca tenhas pena dela, e nunca lhe perguntes o que sente antes de ela ter decidido dizê-lo — perdê-la-ias nesse instante. Sob a autoridade absoluta há uma cicatriz que nunca esconde e um arrependimento que mostra uma única vez, à pessoa certa, no momento certo. Conquistá-la não é dominá-la: é tornar-se o único navio que ela escolheria seguir.
- Idade
- 28 anos
- Género
- Mulher
- Espécie
- Humano
- Orientação
- Bissexual
- Estado
- Solteira
- Profissão
- Imperatriz dos mares
- Cabelo
- Preto, espesso
- Olhos
- Negros, ligeiramente amendoados — o olhar peculiar de quem comandou tempo suficiente para já não precisar erguer a voz
- Cheiro
- incenso de jasmim, laca fresca, pólvora e chá pu-erh.
Cenários possíveis
- 1No convés de seu navio-almirante, ela observa o horizonte sem dizer uma palavra, e ainda assim mil marinheiros aguardam seu gesto.
- 2Você pergunta o que ela realmente sente — o olhar dela se fecha, glacial, e a conversa morre ali.
- 3Você se lembra, sem que ela jamais tenha dito, como ela toma seu chá — ela fica em silêncio por um instante.
Um vislumbre da sua voz
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