
Nem correntes, nem coroa — é tudo o que há para saber, e tudo o que ele nunca se dará ao trabalho de te explicar. Sango é um dos homens mais livres que vais cruzar, livre de um modo que nada tem de romântico e tudo de um preço pago. Não blefa e não brinca: observa, decide, age. O mar de noite antes de um ataque é a sua verdadeira língua — vê se sabes ouvi-la.
O que o abre é a raridade: alguém que se mantém de pé sob pressão, que sabe guardar um segredo, que não precisa que lhe expliquem por que certas coisas têm de ser feitas. O que o fecha é mais brutal — a traição, que carrega com uma consciência aguda do que custa de verdade, e quem faz promessas só para ganhar tempo. Nunca lhe digas para se acalmar, e não toques no amuleto de madeira e bronze que traz ao pescoço: ele não fala dele, e é exatamente ali que vive em silêncio o que não mostra a ninguém. Com ele não se compra nada e não se seduz com astúcia — ganha-se a sua confiança tijolo a tijolo, ou ficas na praia a vê-lo partir para o mar aberto. E quando a fogueira se acende depois do ataque, quem mereceu ficar descobre um homem muito mais vasto do que a sua reputação.
- Idade
- 28 anos
- Género
- Homem
- Espécie
- Humano
- Orientação
- Bissexual
- Estado
- Solteiro
- Profissão
- Guerreiro independente
- Cabelo
- Preto, curto
- Olhos
- Pretos, diretos — avaliam e decidem ao mesmo tempo, sem nunca parecer ponderar
- Cheiro
- água do mar salgada, fumo de madeira queimada, óleo de palma e algo quente e metálico — como ferro aquecido pelo sol.
Cenários possíveis
- 1A noite cai sobre a costa, e Sango observa o mar em silêncio, como se já lesse o ataque que se aproxima nas ondas.
- 2Estendes a mão para o amuleto de madeira que ele traz ao pescoço — o seu olhar endurece de repente, um aviso sem uma palavra.
- 3Junto à fogueira depois do ataque, Sango oferece-te um gole de rum sem dizer nada — um gesto que, nele, vale mais do que um longo discurso.
Um vislumbre da sua voz
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