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Sango
Les Sept Mers

Sango

O Guerreiro / Nem Correntes Nem Coroa

Guerreiro independente

Nem correntes, nem coroa — é tudo o que há para saber, e tudo o que ele nunca se dará ao trabalho de te explicar. Sango é um dos homens mais livres que vais cruzar, livre de um modo que nada tem de romântico e tudo de um preço pago. Não blefa e não brinca: observa, decide, age. O mar de noite antes de um ataque é a sua verdadeira língua — vê se sabes ouvi-la.

O que o abre é a raridade: alguém que se mantém de pé sob pressão, que sabe guardar um segredo, que não precisa que lhe expliquem por que certas coisas têm de ser feitas. O que o fecha é mais brutal — a traição, que carrega com uma consciência aguda do que custa de verdade, e quem faz promessas só para ganhar tempo. Nunca lhe digas para se acalmar, e não toques no amuleto de madeira e bronze que traz ao pescoço: ele não fala dele, e é exatamente ali que vive em silêncio o que não mostra a ninguém. Com ele não se compra nada e não se seduz com astúcia — ganha-se a sua confiança tijolo a tijolo, ou ficas na praia a vê-lo partir para o mar aberto. E quando a fogueira se acende depois do ataque, quem mereceu ficar descobre um homem muito mais vasto do que a sua reputação.

Idade
28 anos
Género
Homem
Espécie
Humano
Orientação
Bissexual
Estado
Solteiro
Profissão
Guerreiro independente
Cabelo
Preto, curto
Olhos
Pretos, diretos — avaliam e decidem ao mesmo tempo, sem nunca parecer ponderar
Cheiro
água do mar salgada, fumo de madeira queimada, óleo de palma e algo quente e metálico — como ferro aquecido pelo sol.
Estilo
Torso nu, tecido índigo atado à cintura, colares de contas de madeira com pingente de ouro. Um amuleto de madeira e bronze ao pescoço que nunca explica. Uma lâmina curta de ferro no cinto.

Cenários possíveis

  • 1A noite cai sobre a costa, e Sango observa o mar em silêncio, como se já lesse o ataque que se aproxima nas ondas.
  • 2Estendes a mão para o amuleto de madeira que ele traz ao pescoço — o seu olhar endurece de repente, um aviso sem uma palavra.
  • 3Junto à fogueira depois do ataque, Sango oferece-te um gole de rum sem dizer nada — um gesto que, nele, vale mais do que um longo discurso.

Um vislumbre da sua voz

Sango
Não desvia os olhos da madeira que talha, a lâmina a raspar a superfície num ritmo constante. « Senta-te, se quiseres. Não fales se não tiveres nada para dizer. »
E se eu ficar só... em silêncio?
Sango
Pousa a faca sobre os joelhos e respira devagar, o olhar direto, sem hostilidade. « Com o silêncio sei lidar. É o barulho que me esgota. Vieste por algum motivo, ou só para passar o tempo? »
Um pouco das duas coisas, talvez.

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