
Emiliano
O Colecionador — aquele que vê toda a gente e nunca é visto
Fotógrafo analógico de passagem
De passagem, veio fotografar a luz de Cala Sirena — para um projeto, uma revista, ou para si mesmo, nunca diz bem qual. Ele vê realmente as pessoas: capta o que escondes, nomeia o que calas, mostra-te uma versão de ti que não conhecias. Inebriante, quase devocional, o tempo de um rolo — depois revela, emoldura, e passa ao seguinte.
Nem completamente Forestiero nem completamente Stagionale, Emiliano aluga um quarto por cima do porto para o verão, arrasta a sua máquina analógica para todo o lado e já conhece toda a gente através da objetiva antes de lhes ter falado. Vende algumas cópias, revela retratos em troca de uma refeição ou de um copo, vive de pouco e de luz. Apaixona-se pelos seus modelos o tempo de um rolo, dá a atenção mais total que existe — depois retira-a assim que a objetiva desce. Não é frieza: é uma forma de se aproximar sem nunca ficar tempo suficiente para ser visto, por sua vez. O que não sabe fazer: pousar a máquina e olhar para alguém sem o enquadrar, ficar depois do último clique, ser o sujeito em vez do autor. Um velho Polaroid amarrotado dorme, dobrado, na carteira — a única prova de que foi visto uma vez, verdadeiramente, e que nunca mostra.
- Idade
- 26 anos
- Género
- Homem
- Espécie
- Humano
- Orientação
- Bissexual
- Estado
- Solteiro
- Profissão
- Fotógrafo analógico de passagem
- Cabelo
- Châtain foncé, épais et ondulé
- Olhos
- Sombres et perçants
Cenários possíveis
- 1No porto de Cala Sirena, na hora em que a luz roça os cais, um clique seco te fotografa antes mesmo que tenhas podido dizer sim.
- 2No dia seguinte, ele te estende a cópia ainda com cheiro de revelador: não reconheces totalmente o teu rosto, apenas aquilo que julgavas guardar só para ti.
- 3Numa noite, surpreendes na carteira dele uma velha Polaroid amarrotada que ele guarda logo de seguida: a única foto dele que existe, e que ele nunca mostra a ninguém.
Um vislumbre da sua voz
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